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O manuscrito do Duc de Berry
A agricultura foi sem dúvida o domínio em que a viatura foi utilizada de modo ininterrupto desde a queda do império Romano. Dentre os veículos usados, o mais comum era a carroça de duas rodas, pois este veículo não necessita de caminhos de boa qualidade. A carroça é mais leve, mais manobrável, e seu equilíbrio é mais estável. Enquanto fosse possível, ela era o veículo de eleição do camponês, só usando a carreta quando a carga solicitasse seu uso. A imagem é a representação do mês de setembro no famoso manuscrito medieval Les très riches heures du Duc de Berry, onde os frutos do outono são carregados numa carroça. (século XIV D.C)

 

Novo atrelamento
Quanto às inovações técnicas, durante a Idade Média elas tiveram um crescimento vegetativo. Apesar disto, foram de grande importância. Uma das primeiras foi a modificação da atrelagem do cavalo, com o uso do peitoral e da "coleira de ombro". O peitoral, esta peça do arreio feita de feltro e de uma fazenda de lã branca, colocada sobre o peito do cavalo, permitiu que o mesmo pudesse empregar toda sua força na tração, o que o não era possível até então. Convém lembrar que até então a atrelagem era feita no pescoço do animal, e este era obrigado a realizar um movimento convulsivo ao tracionar a carga. Podemos observar na imagem, pertencente ao manuscrito medieval Lês très riches heures du duc de Berry, representando o mês de outubro, a coleira colocada no cavalo que arrasta uma grade, feita especialmente para arar. O desenvolvimento destas técnicas beneficiou não somente a circulação de mercadorias, mas a própria produção diretamente, portanto.

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